Ecos do Mundo - parte 1
Há quem tenha demasiada pressa para sequer reparar, e há quem repare com menos entusiasmo. Há quem indague: vão ficar muito mais tempo? Não pode ser mais baixinho? Há quem estivesse muito bem sem esta gente toda a ocupar espaço, a fazer barulho.
E o ensemble responde, tocando: pedimos desculpa pelos Incómodos Causados. Vamos continuar por aqui.
A última residência
Quando entrámos no auditório, já estava tudo a acontecer. O palco a ser montado, os imprevistos a surgir e a alterar todos os planos, a transformar a história do dia num enredo novo, que nos esforçávamos para acompanhar.
O fim da primeira fase
Falámos sobre os momentos mortos, cheios de vida. Os não-lugares cheios de espaço. A complexidade que nasce dos instantes mais simples. É preciso mais tempo, sim, mas no tempo que tivemos absorvemos tanto uns dos outros.
A terceira residência
Viemos todos de tão longe. Que cansaço. Que alegria. Temos tanto para contar. São histórias tão pesadas, tão leves. É uma questão de como contamos, e de quem está a ouvir.
E quem está a ouvir?
(Fotografia: Tiago Leão)
O segundo encontro
No último domingo de Fevereiro, o grupo reuniu-se na Fábrica Braço de Prata. Durante a manhã, cada um contou, com palavras e com música, quem era, de onde vinha.
